A pecuária vem passando por uma transformação muito grande, repetindo o cenário que a agricultura percorreu há alguns anos, com a adoção de inovações tecnológicas que propiciaram um aumento da produtividade e eficiência.
Um dos pilares dessa tecnificação é a suplementação, seguida da adequação dos programas sanitários, do melhoramento genético do rebanho bovino e do investimento em instalações e infraestrutura. Portanto, a tendência é que esse avanço se intensifique cada vez mais e com isso, ganhará quem conseguir tecnificar sua fazenda mais cedo.
“Pensando em uma meta de ganho de peso anual, o pecuarista consegue chegar mais rápido ao objetivo final aderindo à estratégia de suplementar os animais no período das águas, visto que ele reduzirá a dependência de altos desempenhos nas secas”, explica Daniel Menezes, médico veterinário e gerente comercial da Ipê Agro.
Alguns produtores acreditam não haver necessidade de suplementação no período chuvoso, porém o que determina isso, é saber qual o objetivo do pecuarista. O nível de suplementação vai depender do desempenho esperado para atender algum mercado específico ou até mesmo atingir uma meta de produtividade.
Durante o período das águas é importante suplementar os animais para melhorar a produtividade e o cenário da pecuária como um todo. O investimento em suplementação nesse período pode amenizar o esforço para o ganho durante o período de seca. Sabemos que na época das águas, a disponibilidade de pastagem em quantidade e qualidade é superior, e por isso, o esforço para ganho de peso nos animais tende a ser menor e esse resultado pode ser potencializado ainda mais oferecendo uma suplementação adequada.
Assim, podemos concluir que o ganho adicional que a suplementação traz, vai depender de vários fatores, como a produção de forragem naquele período, oferta de água para os animais, taxa de lotação e outros.
Categorias com maior desempenho no período das chuvas
É importante ressaltar que independente da idade e finalidade do animal, a suplementação é essencial na época das águas ou da seca, o que varia é o nível da suplementação, considerando o resultado que o pecuarista pretende alcançar.
Todas as categorias necessitam ser suplementadas para expressarem um máximo desempenho, os níveis de suplementação mudam de acordo com a necessidade de ganho para atender a um objetivo. Um destaque dentre as categorias seria a recria, é uma fase no qual os animais estão em crescimento e respondem bem a uma boa nutrição. É uma categoria que precisa ser acelerada, na pecuária leiteira para diminuir o tempo de ociosidade produtiva e na pecuária de corte para aumentar o giro de estoque.
Para ter animais de recria de qualidade precisamos cuidar de suas mães, pois, o desenvolvimento do animal se inicia na gestação e parte da sua nutrição vem do aleitamento materno. Considerando que o bezerro é o maior responsável pelo retorno financeiro da atividade, é primordial que as matrizes tenham uma nutrição adequada para reproduzir e gerar bezerros mais pesados.
O tecido muscular tem seu maior desenvolvimento após o nascimento, sendo mais tardio em relação aos ossos, predominando até atingir a maturidade, considerado o ponto no qual a massa muscular atinge seu máximo crescimento seguido do desenvolvimento do tecido adiposo. Com relação à composição química do ganho de peso dos animais, sabe-se que a exigência de ingestão de energia para o crescimento de tecido adiposo é maior que a exigência de ingestão de energia para a deposição de tecido muscular.
Neste sentido, a suplementação na terminação também é fundamental, principalmente pensando no mercado de carnes premium, que exige um melhor acabamento de gordura na carcaça. Para isso, é importante fazer um bom planejamento de suplementação do animal, já que a criação de células adiposas têm influência direta com a alimentação e o processo da suplementação contribui diretamente no resultado de acabamento de carcaça do animal.
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